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Extinção da PM

Colunista da Folha de S. Paulo defende a extinção da Polícia Militar...

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Diretoria de Pessoal da PMRN divulga níveis e respectivas numerações...

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18 março 2009

Mendonça Prado trabalha pra acelerar a tramitação da PEC 300

O deputado federal Mendonça Prado foi designado pela CCJ como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC n.º 300/2008) que determina um aumento salarial para a Polícia Militar. Agora ele trabalha junto com o autor Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) para acelerar o processo de votação. “Nós estamos uma mobilização com os deputados na Câmara e vamos entrar em contato com representantes da Polícia Militar e Bombeiros em todos os estados”, informa Prado.
O parlamentar informou que tem recebido apoio de toda a polícia em Sergipe e inclusive tem recebido centenas de e-mails sobre o assunto. “Isso serve de estímulo pata continuarmos trabalhando em busca de uma tramitação célere dessa PEC”, diz.A Casa Civil da Presidência da República promulgou a Lei nº 11.361, de 19 de outubro de 2006 e Lei 11.663 de 24 de abril de 2008 que melhorou a remuneração dos policiais militares e das carreiras de delegado de polícia, incluindo o Corpo de Bombeiro Militar, do Distrito Federal.
Assim, a PEC quer assegurar que os policiais das Unidades Federativas da União tenham esse mesmo benefício porque a maioria delas apresentam índices de criminalidade muito maiores do que o Distrito Federal. Nesses casos, a idoneidade física de seus policiais militares estão mais em risco.
Após o relatório de Mendonça Prado ser aprovado em reunião pela Comissão de Constituição e Justiça, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da PEC, que ainda deverá ser votada em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados.

Fonte:http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?codigo=163200912185877740

Comandante do 6º DN é condecorado pela Policia Militar

O Comandante do 6º Distrito Naval de Ladário, Contra-Almirante César Sidônio Dahia Moreira de Souza, será condecorado na tarde desta terça-feira (17) com a Medalha do Mérito Policial Militar. A Medalha do Mérito Policial Militar é a mais alta condecoração da Polícia Militar, e é concedida a civis e militares que tenham prestado relevantes serviços à Corporação.O Contra-Almirante César Sidônio Dahia Moreira de Souza, foi condecorado em 05 de Setembro de 2008, mas não pode comparecer a solenidade de entrega da medalha devido a compromisso na cidade do Rio de Janeiro.A entrega da Medalha do Mérito Policial Militar será feita pelo Comandante do Comando de Policiamento do Interior Coronel QOPM Isoli Paulo Fontoura, em solenidade que acontecerá as 15h00 no 6º Batalhão da Polícia Militar em Corumbá.

Fonte:http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=145293

16 março 2009

ASPRA INICIA CAMPANHA PELA PEC 300

Faixa colocada nas proximidades do Posto de Abastecimento do Centro Administrativo.

A ASPRA inicia campanha em favor da PEC 300 que unifica os salários das polícias no Brasil. Faça também sua parte e ligue para o Disk Câmara 0800-619-619, opção 01, e diga que é a favor da PEC 300.

PROPAGANDA PUBLICADA NO JORNAL DE HOJE, EDIÇÃO DE 16 DE MARÇO/2009.

Para comandante RN tem os melhores policiais militares


Os crimes atribuídos a policiais vem crescendo nos últimos anos e o que chama a atenção são as tipificações dos delitos praticados. Nas últimas semanas, surgiram na imprensa denúncias contra policiais militares acusados de envolvimento em crimes de extorsão mediante sequestro, vingança e chacina. Esta última ocorrida no interior da Paraíba há uma semana.Some-se a isso o relatório da Ouvidoria da Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) que informa um aumento na violência praticada por policiais nos últimos anos em todo o Rio Grande do Norte.
O documento mostrou 241 denúncias contra policiais civis e militares, o que representa um aumento de 18% ao ser comparado ao total de 2007, quando 230 denúncias foram formuladas. Quanto à natureza da ocorrência cometida por policiais militares, abuso de autoridade e violência física lideram disparadas com 24% e 40%, respectivamente.
Mesmo assim, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcondes Rodrigues Pinheiro acredita que a Corporação dispõe dos “melhores policiais militares do Brasil”. Ele baseia sua declaração no trabalho do setor de Inteligência da Corporação, que tem detectado “desvios de conduta” dos policiais. “A Corporação não é conivente. Nós punimos o comportamento inadequado”, explicou.
A TN teve acesso ao número de policiais militares excluídos da Corporação entre os anos de 2003 ao começo deste ano. Segundo o documento, 34 PMs foram excluídos das fileiras militares “a bem da disciplina”, ou seja, com um comportamento inadequado para os princípios da Polícia Militar.
No relatório 2008/2009, consta a expulsão de dez policiais militares. Um detalhe que chama a atenção nos dois documentos são aqueles acusados de envolvimento com “grupos de extermínio”, desarticulados em 2005 e 2008. “Todos que faziam parte desse grupo foram expulsos” afirmou o coronel Marcondes. “Nossa preocupação é com o comportamento. Quem julga é a Justiça”, completou.
A opinião do comandante-geral ganha respaldo do promotor de Justiça Augusto Flávio Azevedo, que já participou de muitos julgamentos envolvendo policiais militares. “É preciso investigar as causas pelas quais essas pessoas estão atuando assim. O preparo dos policiais, infelizmente, ainda não mudou suficiente, lamentou.
Para ele, os motivos que fazem o policial ser atraído para a criminalidade passam pela “desvalorização do profissional, não acompanhamento mais sistemático do ponto de vista psicológico da vida daquele policial”. “Na hora que faltam essas duas condições: materiais e psicológicas não que seja correto, mas é mais comum que você comece a enxergar o envolvimento do policiais com a criminalidade”, argumentou.
Já o titular da Promotoria de Investigação Criminal e Combate ao Controle Externo da Atividade Policial, Wendell Beetoven Ribeiro Agra, vê que é possível evitar os crimes praticados por policiais. “Se tiver uma fiscalização mais efetiva por parte das direções das polícias é possível se evitar e, especialmente, se ter uma corregedoria mais eficiente”.
Promotores opinam sobre grupos de extermínio
Quando questionados acerca da continuidade - ou não – do “grupo de extermínio”, tanto o comandante-geral quanto os promotores são comedidos nas declarações.
O coronel Marcondes Pinheiro disse que “quem tem que dizer isso é a Justiça”. “A Justiça é quem deve julgar os que foram autuados”, acrescentou. O comandante-geral destacou que estão “diante de uma situação da qual está sob controle. Já temos identificado, prendido e excluído da corporação”.
Já o promotor Augusto Flávio Azevedo revela que gostaria “de não acreditar nisso e que tivessem desarticulado todos os grupos que existiram”. Contudo, ele acredita ser “extremamente inocente” imaginar que não tenha verdadeiros grupos atuando em conjunto com a criminalidade. “Isso é uma minoria de policiais. Os bons policiais ainda são maioria e espero que sejam sempre”, comentou.
Atuando há nove anos na Promotoria de Investigação Criminal e Combate ao Controle Externo da Atividade Policial, Wendell Beetoven alerta que crimes, cujas atribuições recaem sobre policiais militares como extorsões e execuções “são crimes da maior gravidade e os de maior condenação da Legislação penal”.
Ele acredita que a participação de policiais nesses crimes se deve ao fato “deles conhecerem a estrutura e se valerem dos cargos para isso”. O promotor explicou que muitos deles (policiais) se envolvem em extorsões a traficantes e outros criminosos. “Isso é uma forma deles colocarem esses criminosos a serviço deles”, comentou.
Com relação ao grupo de extermínio, Wendell Beetoven afirma que “quando se pensa que grupos de extermínio ou esquadrão da morte fazem ‘limpeza social’ não é nada disso”.
Na opinião dele, os policiais corruptos colocam os bandidos para trabalhar para eles. “Fazem isso de forma que dividam o produto do crime”, analisou.
Atualmente, os homens presos acusados de envolvimento com o “grupo” estão detidos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz e no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.
Três crimes recentes chamam a atenção
Nas últimas semanas, três crimes chamaram a atenção por ter policiais militares acusados de envolvimento. As tipificações são diferentes: vingança, extorsão mediante sequestro e chacina.
O comerciante Rogério da Silva 42 está desaparecido desde o dia 19 de fevereiro quando foi raptado por homens que invadiram sua casa e o levaram. Nesse caso, duas pessoas já foram detidas. Uma delas é o cabo Marcos Vinícius da Silva Borges, lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar, nas Rocas.
O outro detido foi João Maria Marcelino dos Santos, o “João Barulho”, apontado como traficante na região das Rocas. Vale salientar que o cabo PM já foi detido em 2006 sob a acusação de envolvimento em assaltos a granjas em Macaíba. Este caso é investigado pela Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor).
No dia 5 deste mês, um corpo foi encontrado dentro de um cacimbão em avançado estado de decomposição. Segundo informações obtidas pela reportagem, há poucas chances que a vítima ainda esteja com vida, mas as investigações prosseguem.
Em Areia Branca, o traficante e homicida José Janailson da Silva foi assassinado com um tiro de fuzil disparado pelo policial militar Edmilson Lisboa Batista, lotado na Divisão de Polícia do Oeste (Divipoe).
De acordo com as investigações, o pai do PM foi morto por José Janailson, no final de 2007, e há suspeita de vingança para o crime ocorrido nooOeste potiguar.
Outro caso aconteceu no interior da Paraíba, mas policiais militares lotados em Mossoró são acusados de participação. O soldado Andriê Herculano de Oliveira, 30, foi preso dia 7 deste mês ao se apresentar para trabalhar no Segundo Batalhão de Polícia Militar. Ele foi acusado de envolvimento com uma chacina ocorrida na cidade de Bom Sucesso, na Paraíba, onde três pessoas foram executadas. Além de Andriê, outros dois PMs de Mossoró estão sendo investigados.
A TRIBUNA DO NORTE teve acesso aos mandados de prisão expedidos pela juíza Andrea Carla Mendes Nunes Galdino, que decreta a prisão preventiva dos policiais militares Ewerton Fernandes da Silva, 38, o “soldado Biu”, e Antônio Carlos Pereira da Silva, 37, o “Carlão”, e o mototaxista Alan Evangelista das Neves.
Marcondes Pinheiro - Comandante geral da PM
Como a Polícia Militar tem trabalhado para combater esses policiais corruptos?
A Polícia Militar já deu demonstração de que nessa instituição não existe conivência com a prática do delito e com o comportamento inadequado. Nós já mostramos à sociedade de que um pequeno, mas muito pequeno percentual da corporação não se adaptou ao convívio normal e desviou seu comportamento para o mundo do crime. E aí, nós já tomamos as devidas providências dentro do que a lei determina dando a todos eles o direito a ampla defesa e ao final nós entendemos que alguns não se adaptariam mais à instituição e tivemos que excluí-los a bem da disciplina e estão à disposição da Justiça, não pertencendo mais à Polícia Militar.
Qual o sentimento ao saber desses crimes atribuídos a policiais militares?
A gente fica triste, mas entendendo que esses desvios de comportamento não são privativos da Polícia Militar. Em toda a sociedade existe desvio de comportamento.
Qual a avaliação dos policiais envolvidos nesses “desvios de conduta”, alguns considerados graves como extorsões, chacinas, tráfico, inclusive integrando os chamados “grupos de extermínio”?Esses policiais foram retirados do seio da tropa e excluídos da Polícia Militar. Agora, é a Justiça quem vai julgá-los pelo crime que possivelmente tenham cometido. Nós excluímos a bem da disciplina em virtude de entender que houve quebra de decoro, faltou ética e apresentaram comportamento inadequado.
Como o senhor vê o fato das pessoas que entram na Corporação com a finalidade de proteger e defender a sociedade estarem na contramão se envolvendo com a criminalidade?Cabe a nós que fazemos o comando da instituição observar, fiscalizar e atuar de forma enérgica, rápida com os rigores da lei e o regulamento disciplinar e evitar que esses comportamentos deixem de existir dentro da corporação.
Wendel Beetoven - Promotor
A impunidade é a grande incentivadora para esses crimes?A impunidade é incentivadora para todos os crimes, mas esses têm uma característica especial porque o policial conhece os caminhos, o procedimento de apuração dos crimes. Então, eventualmente quando um policial envereda pelo mundo do crime ele se torna um criminoso muito mais perigoso que os outros porque ele conhece a estrutura disponibilizada pelo Estado para apurar e punir os crimes.
O que o Ministério Público tem feito para que esses policiais sejam condenados?O Ministério Público recebe as apurações, por vezes apura e processa esses policiais. Se considerarmos os crimes militares, existem mais de mil policiais que respondem a processos criminais. Esse é o papel do Ministério Público: fiscalizar e processar criminalmente e muitos (policiais) respondem a ações por atos de improbidade administrativa. Às vezes, a resposta do Judiciário não é tão rápida quanto a gente gostaria. Contudo, a resposta até sai, mas não existe talvez o conhecimento das condenações, mas elas saem e são freqüentes.
Existiria uma forma de “terceirização” da criminalidade envolvendo policiais?Não seria bem uma terceirização, mas um modelo mafioso de o criminoso praticar o crime enquanto ele paga “proteção” (não ser abordado, não ser revistado, não ser preso, combinar locais onde eventualmente pratique o crime) aos maus policiais. Esse tipo de situação que torna muito mais perigoso o policial que envereda pelo mundo do crime. Ele deve ser tratado como um criminoso hediondo porque o que ele comete é muito mais grave.
A morosidade da Justiça também contribui para que esses crimes continuem acontecendo?Não diria tanto a morosidade da Justiça. O grande empecilho desse tipo de crime é a investigação porque o policial que, eventualmente, se desvia para o mundo do crime utiliza de técnicas mais sutis para não deixar o rastro.
Augusto Flávio Azevedo - Promotor de Justiça
Como o senhor vê essa questão da criminalidade envolvendo policiais?Isso é mais complexo do que possa parecer. Porque na verdade você tem uma criminalidade praticada pelas pessoas que a deveriam combater. Tem que se fazer uma investigação mais detalhada e saber o motivo pelo qual isso está acontecendo. Passa por questões de valorização da profissão. Não há uma situação hoje que você tenha uma valorização do profissional policial a ponto de remunerá-lo e dar a ele condições necessárias para um bom trabalho. Passa por questões de envolvimento mesmo da criminalidade, que hoje ela é muito mais eficiente no sentido de envolver os setores de segurança. E aí, envolvendo as pessoas que deveriam combater os criminosos você desarticula o aparato policial. Então, é lamentável. Precisa antes de tudo que se entenda o problema do ponto de vista das causas para que efetivamente se façam melhorias.
O senhor já trabalhou em diversos julgamentos, inclusive de policiais. Existe alguma diferença em julgar um policial?
No meu ponto de vista de atuação, tenho a mesma responsabilidade. Não faço distinção. O policial gera uma repercussão maior porque é exatamente aquela pessoa que, em tese, deveria guarnecer, fazer a segurança da população e naquele instante (julgamento) está no polo oposto. É uma situação que requer muito o trabalho do Ministério Público e do promotor porque normalmente esses policiais se colocam como vítimas. Ou seja, a fim de proteger a sociedade acabaram por praticar determinados crimes. Isso para os que assumem a autoria. E os que não assumem normalmente quando negam a autoria, fazem coação e pressionam as testemunhas.
O que dificulta as investigações em crimes atribuídos a policiais?
Tem a dificuldade na presunção de que polícia é para guarnecer e não para cometer delito já leva que você tem a dificuldade natural. É fácil você estigmatizar quem já está no mundo do crime, mas é difícil você começar entender do ponto de vista subjetivo do órgão acusador por quê aquela pessoa tenha cometido isso.


Policiais toleram atos ilícitos de colegas, diz pesquisa

Meio assistente social, meio agente de repressão. Uma radiografia inédita do policial civil e militar brasileiro revela um profissional que possui ao mesmo tempo ideias "ongueiras" e conservadoras sobre a criminalidade. Na relação com os colegas, porém, desvendam-se pactos de silêncio e cumplicidade. E nos questionários da Fundação Getúlio Vargas (FGV) detecta-se um comportamento comum em todos os Estados: complacência com atos de corrupção, que impedem o policial de denunciar colegas envolvidos em atos ilícitos.

A pesquisa revelou associação significativa entre o padrão de escolaridade do policial, o nível de aceitação da corrupção e outras transgressões policiais. Menos anos de escola, mais "deixa pra lá". Como, em média, 49,77% dos policiais brasileiros possuem apenas ensino médio, o quadro é preocupante. "Mostramos que a educação tem um papel muito importante no processo de construção de um sistema de segurança mais eficaz e imune à corrupção", dizem os coordenadores da pesquisa, os professores Marco Aurélio Ruediger e Vicente Riccio.
Esse levantamento traz "opiniões e valores" dos agentes sobre temas de segurança pública e sobre o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), carro-chefe das políticas do Ministério da Justiça para reverter o cenário de violência no País. Foram realizadas 23.540 entrevistas em 23 Estados de todas as regiões, entre 3 de dezembro de 2008 e 18 de janeiro deste ano. Amapá, Goiás, Paraná e Distrito Federal ficaram de fora.
Os policiais tendem a ver o ingresso no mundo do crime como produto de pressão do ambiente, do meio social, e não como opção pessoal ou fruto da repressão insuficiente. Para 74,38% dos entrevistados, a pobreza e a desigualdade são as causas principais da criminalidade. Mas 89,11% defendem a redução da maioridade penal, atualmente em 18 anos. E quase todos - 91,39% - mostraram-se contrários à liberalização de drogas leves. Já 75,67% acreditam que os crimes de homicídio, tráfico de drogas e estupro têm punição branda pela lei penal brasileira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

13 março 2009

Homem briga com a mulher, rouba avião e cai em estacionamento de shopping em Goiânia

Um avião monomotor de prefixo PT-VFI caiu por volta de 18h30m no estacionamento principal do Shopping Flamboyant, em Goiânia, Goiás. Segundo informações da Polícia Militar, a aeronave foi roubada do aeroclube de Luziânia, no entorno de Brasília, por um homem que havia brigado com a mulher. Ele sequestrou a filha de 5 anos. Pai e filha morreram no acidente.
Segundo informações da Polícia Militar, o piloto era Cléber Barbosa da Silva, de 31 anos, agrediu a mulher Érica Correia Santos, de 24 anos, na frente da filha, Penélope Barbosa Correia, de 5 anos.
Silva usou um extintor de incêndio para atingir a cabeça da mulher e a jogou para fora de um veículo Vectra branco, placas KDP-4737, na BR-060, entre Anápolis e Goiânia, na tarde desta quinta. A mulher foi encontrada na beira da estrada, agonizando e foi levada para o Hospital de Urgentes de Goiânia, onde está internada em estado grave.
Em seguida, Silva dirigiu até Luziânia, onde alugou o avião para fazer um voo panorâmico. Antes da aeronave decolar, ele rendeu o piloto com uma arma e ordenou que ele saísse da cabine. Ao render o comandante, Silva disse que já tinha matado uma pessoa nesta quinta e que nada o impediria de matar mais gente.
Silva não tinha brevê, mas era apaixonado por aviões e sabia pilotar. Ele decolou com o avião roubado na companhia da filha. Fez manobras perigosas e ameaçou jogar a aeronave sobre um prédio. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e um helicóptero da Polícia Militar passaram a monitorar Silva e tentaram interceptá-lo. Os pilotos fizeram contato, mas não houve resposta. Cerca de 40 minutos após decolar, ele jogou o avião no estacionamento do shopping. A aeronave caiu a 10 metros da entrada principal do shopping.
De acordo com a Polícia Militar, nenhuma pessoa que estava em terra ficou ferida. Pelo menos 23 carros foram atingidos. Os corpos do piloto e da filha só foram retirados dos destroços pouco antes de 21h. Você estava no shopping? Mande seu relato
O Aeroporto Santa Genoveva, na capital, foi fechado para pousos e decolagens por uma hora. O shopping foi bloqueado para o trabalho dos bombeiros, da Polícia Federal, e de representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Homem é suspeito de ter estuprado menina
O carro que Kleber abandonou no Aeroclube de Luziânia pode ligá-lo a outro crime. Segundo a polícia, ele é suspeito de ter estuprado uma menina de 13 anos na segunda-feira, na região metropolitana de Goiânia.
Familiares da mulher dizem que ele tinha um comportamento depressivo.
- Sempre a Érica falava que ele não estava feliz, sempre arranjava uma desculpa, mas ele falava que sofria de depressão - revela o primo de Érica, Jonathan Souza.
No MT, avião cai e passageiros se salvam
Em Cáceres, no Mato Grosso, pelo menos três pessoas ficaram feridas na queda de um avião de pequeno porte, nesta quinta-feira. O avião caiu na fazenda Nossa Senhora Aparecida. A Policia Militar informa que cinco pessoas estavam na aeronave e duas estão gravemente feridas. O quadro mais grave é de Osmair Socorro dos Santos, dono da fazenda e do monomotor, e de Irani Antônio da Silva, que podem ser transferidos para Cuiabá a qualquer momento.
Além dos dois, estavam no avião o piloto Edemur Guimara Bernardes e os passageiros César Luiz de Souza e Armelino José da Silva. O Hospital Regional de Cárceres não deu detalhes sobre o estado das vitimas. Mais um dos ocupantes do avião estaria ferido.
Foi o segundo acidente envolvendo aviões de pequeno porte no Mato Grosso em uma semana. O primeiro caiu entre domingo e segunda-feira no município de Querência, a 944 quilômetros de Cuiabá. O piloto Rhenner Laphaeth de Oliveira e Silva, de 23 anos, morreu no acidente. Ele pilotava um monomotor Bonanza prefixo PT- LKH, de propriedade do deputado estadual Percival Muniz (PPS). O piloto estava a caminho de São José do Xingu, onde fica a fazenda do deputado para buscá-lo.
Nesta quarta-feira, um avião da TAM apresentou uma pane em Marabá, no Pará. Alguns passageiros tiveram que dormir no aeroporto.
A TAM informou que o voo JJ 3871 (Belém-Marabá-Brasília) arremeteu durante os procedimentos para aterrissagem no aeroporto de Marabá devido a uma indicação técnica no painel do avião. Após nova aproximação, o pouso ocorreu normalmente e a aeronave foi encaminhada para manutenção.
A companhia reiterou que a arremetida é um procedimento comum, realizado para garantir a segurança dos passageiros e tripulantes.
A etapa do voo Marabá-Brasília, que seria feita com o mesmo avião, foi cancelada; os passageiros que seguiriam viagem receberam a assistência necessária e foram acomodados em outros voos da empresa.

10 março 2009

Exigência de limite de idade em concurso não fere princípios

Não ofende princípios constitucionais a norma legal ou edital de concurso público que limita razoavelmente a idade para ingresso na carreira de soldado da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. É o entendimento da Primeira Turma de Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reconheceu que a função exige a necessidade de plena capacidade física para o desempenho das atividades e que cabe ao Estado, por meio de lei específica, dispor sobre os limites de idade. A decisão foi unânime (Mandado de Segurança nº 19.602/2008). A impetrante alegou que foi impedida de participar do curso para formação de oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso, pela limitação de idade imposta pelo Edital nº 1/2008. Nas sustentações, argumentou que houve discriminação, pois não se enquadrava na idade limite constante do edital, entre 18 e 25 anos. Por outro lado, alegou o fato de a capacidade do indivíduo não se medir pela idade e disse que se encontrava com tratamento desigual em relação aos demais.
Na avaliação do relator do recurso, desembargador Antônio Bitar Filho, a Constituição da República, em seu artigo 42, parágrafo 1º, versa que cabe aos Estados, por meio de lei específica, dispor sobre os limites de idade para ingresso nas carreiras militares, considerando-se as peculiaridades de suas atividades. Seguindo esse preceito, o magistrado asseverou que foi justamente isso que a Lei Complementar Estadual nº 231/2005 veio cumprir, dispondo sobre a limitação etária para inscrição em concurso público das fileiras militar. Quanto à legalidade da limitação etária imposta pela lei, o magistrado asseverou que ela existe pela própria natureza do cargo, que exige que a concorrente apresente qualidades específicas, próprias e indispensáveis ao bom desempenho da função, quais sejam, a agilidade e boa performance física, por isso a necessidade da imposição de limite de idade, tanto máximo como mínimo, para o candidato ao cargo, não restando ferido nenhum princípio constitucional em decorrência dessa exigência.
A votação contou com a participação dos desembargadores José Tadeu Cury (1º vogal), Jurandir Florêncio de Castilho (2º vogal), Donato Fortunato Ojeda (3º vogal), do juiz substituto de Segundo Grau Antônio Horácio da Silva Neto (4º vogal), dos desembargadores Evandro Stábile (5º vogal) e Guiomar Teodoro Borges (6º vogal), e do juiz substituto de Segundo Grau Marcelo Souza de Barros (8º vogal).


Fonte:http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=284441

Coronéis da Polícia Militar acusados de fraude são soltos em Salvador

Os três coronéis da Polícia Militar baiana, acusados de superfaturar contratos e receber propinas em licitações, foram soltos na tarde desta segunda-feira. Eles estavam presos há cinco dias no Comando do Corpo de Bombeiros, no bairro do Iguatemi, em Salvador. O ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antonio Jorge Ribeiro de Santana e outros dois oficiais da PM, o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Alberto Silva Barbosa, e o coronel Jorge Silva Ramos, diretor de Apoio Logístico da PM, foram presos após a Secretaria de Segurança Pública desvendar um esquema fraudulento de aquisição de viaturas, na última quinta-feira.
A Operação Nêmesis foi deflagrada a partir de denúncia encaminhada ao secretário César Nunes no início do ano. Também foram detidos Aidano da Silva Portugal, Aline Cerqueira de Castro, Jaime Palaia Sica, Jocélia Fernandes Oliveira, Sidnei Couto de Jesus e William Laviola. O valor de um dos contratos que teriam sido fraudados é de R$ 32 milhões.

FONTE:http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/09/coroneis-da-policia-militar-acusados-de-fraude-sao-soltos-em-salvador-754759165.asp